Escola de Contabilidade PJP
Ativo × Passivo (Fundamentos Patrimoniais) — Livro Completo
Capa Ativo × Passivo
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Prefácio

Prefácio

Este é o segundo volume da Coleção Autoral da Escola de Contabilidade PJP. Aqui você consolida o raciocínio patrimonial: Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido, com exemplos progressivos e atividades interativas para diferentes estilos de aprendizagem.

Como estudar
  • Leia o conceito e em seguida faça o exemplo.
  • Resolva os exercícios curtos antes de avançar.
  • Use o botão “PDF do livro completo” para gerar seu material.

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Capítulo 1

Capítulo 1

ATIVO × PASSIVO: A LÓGICA QUE ORGANIZA A CONTABILIDADE

O que você vai aprender
  • Entender, com exemplos simples, o que é Ativo e o que é Passivo.
  • Compreender a ideia de controle, obrigação e benefício/serviço futuro.
  • Aplicar o raciocínio em situações do setor privado e do setor público.
  • Resolver exercícios rápidos (com gabarito ao final do capítulo).

1.1 A pergunta que resolve metade do curso

Ativo é algo que a entidade controla e do qual espera obter benefícios ou serviços no futuro.

Passivo é uma obrigação presente que exigirá saída de recursos (ou prestação de serviço) no futuro.

1.2 Como identificar um Ativo (checklist)

Checklist do Ativo
  1. Existe um recurso (bem, direito, valor, capacidade)?
  2. A entidade controla esse recurso?
  3. Esse recurso pode gerar benefício/serviço futuro?
  4. Há evidência suficiente para reconhecer e mensurar?

1.3 Como identificar um Passivo (checklist)

Checklist do Passivo
  1. Existe uma obrigação presente?
  2. Ela veio de um evento passado (contrato, lei, fato gerador)?
  3. Vai exigir saída de recursos (dinheiro, bens, serviços)?
  4. É possível estimar de modo razoável?

1.4 Exemplos rápidos (privado)

Exemplos de Ativo
  • Caixa e bancos
  • Clientes a receber
  • Estoques
  • Máquinas e equipamentos
Exemplos de Passivo
  • Fornecedores a pagar
  • Salários a pagar
  • Empréstimos
  • Impostos a recolher

1.5 Exemplos rápidos (setor público)

Ativos comuns
  • Imóveis públicos (escolas, UBS)
  • Equipamentos
  • Direitos a receber (tributários, convênios)
  • Estoques (medicamentos, merenda)
Passivos comuns
  • Obrigações trabalhistas
  • Fornecedores
  • Restos a pagar/obrigações a liquidar
  • Provisões (quando cabível)

1.6 Atividade interativa (perfil prático): classifique

Atividade

Classifique como Ativo ou Passivo:

  1. Conta de energia a pagar do mês
  2. Veículo da instituição
  3. Contrato assinado com obrigação de pagar fornecedor
  4. Dinheiro em caixa
  5. Salários do mês a pagar

1.7 Gabarito (autoavaliação)

  1. Passivo
  2. Ativo
  3. Passivo
  4. Ativo
  5. Passivo

1.8 Síntese

  • Ativo: recurso controlado com benefício/serviço futuro.
  • Passivo: obrigação presente com saída futura de recursos/serviços.
  • O segredo é perguntar: controle ou obrigação?

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Capítulo 2

Capítulo 2

ATIVO: O QUE A ENTIDADE CONTROLA (E POR QUE ISSO IMPORTA)

Objetivos do capítulo
  • Compreender o conceito de recurso e o que significa controle.
  • Diferenciar posse, propriedade e controle (essência).
  • Classificar ativos em grupos (circulante, não circulante; tangível, intangível).
  • Identificar quando um item deve ser reconhecido como ativo e quando não.
  • Praticar com exemplos reais (empresa e setor público) e exercícios com gabarito.

2.1 A ideia de “recurso”

Para existir Ativo, precisa existir um recurso. Recurso é qualquer coisa (bem, direito ou capacidade) que possa gerar benefício econômico ou potencial de serviços no futuro.

Tradução simples

Ativo é aquilo que a entidade tem controle e que pode “ajudar” a entidade no futuro — gerar dinheiro, reduzir gastos, permitir prestação de serviços ou cumprir sua missão.

2.2 O que é “controle” (e por que não é só “ter no nome”)

Controle significa ter poder para usar o recurso e obter seus benefícios (ou serviços), além de limitar que outros o usem. Nem sempre é igual à propriedade no papel.

Exemplo (controle sem propriedade)

Um equipamento arrendado (leasing) pode estar sob controle e uso da entidade por longo período, mesmo sem “estar no nome” como propriedade plena.

Exemplo (propriedade sem controle)

Um bem abandonado, sem uso, sem condições e sem possibilidade de gerar benefício/serviço futuro pode não atender ao conceito de ativo, embora exista fisicamente.

2.3 Ativo no setor público: benefício econômico ou potencial de serviços

Exemplo regional (Alagoinhas)

Uma UBS ou uma escola municipal é um ativo do município porque gera potencial de serviços. Mesmo sem “dar lucro”, ela permite atendimento e educação ao longo do tempo.

Dica: para “sentir” o conceito, pense: “se esse bem deixasse de existir hoje, o serviço público ficaria prejudicado amanhã?”

No setor público, muitos ativos não geram “lucro”, mas geram potencial de serviços (ex.: escola, UBS, ponte). O critério não é vender — é servir à sociedade.

Exemplo

Uma escola pública não “gera receita” como empresa, mas é um ativo porque permite a prestação do serviço educacional à população (potencial de serviços futuro).

2.4 Classificações úteis de Ativo

Por prazo
  • Circulante: realizável/consumível no curto prazo (caixa, estoques, clientes a receber)
  • Não circulante: longo prazo (imobilizado, intangível, investimentos)
Por natureza
  • Tangível: físico (prédios, máquinas, veículos)
  • Intangível: sem forma física (software, licença, direito de uso)
Lembrete didático

Classificação não é “enfeite”: ajuda na análise, na apresentação e na gestão (controle patrimonial, manutenção, depreciação, decisões).

2.5 Reconhecimento: quando um recurso vira Ativo nas demonstrações?

Um recurso só deve ser reconhecido como ativo se, além do conceito, houver base para mensurar e evidenciar com qualidade.

Perguntas de reconhecimento
  1. A entidade controla o recurso?
  2. Há benefício econômico ou potencial de serviços futuro?
  3. É provável que o benefício/serviço ocorra?
  4. É possível mensurar de forma confiável?

2.6 Mensuração: por quanto registrar?

Mensuração é decidir o valor do ativo no registro. No começo do curso, foque nos conceitos principais:

Custo

Valor pago para adquirir e colocar o ativo em condições de uso (inclui custos diretamente atribuíveis).

Valor justo

Estimativa de preço de troca em condições normais (quando aplicável e bem evidenciado).

Exemplo rápido

Compra de computador: custo pode incluir frete e instalação. Depois, pode haver depreciação (se aplicável) para refletir desgaste do benefício/serviço ao longo do tempo.

2.7 Erros comuns ao falar de Ativo

  • Confundir gasto com ativo automaticamente (nem todo gasto vira ativo).
  • Registrar como ativo algo que não gera benefício/serviço futuro (ex.: item obsoleto e inutilizável).
  • Esquecer que controle pode existir sem propriedade formal (essência).
  • Ignorar documentação e evidência (risco de baixa confiabilidade).

2.8 Atividade interativa 1 (perfil visual): “Mapa do Ativo”

Atividade

Escolha um ativo (ex.: veículo, prédio, software, estoque de merenda). Desenhe ou descreva um mapa com:

  • Como foi obtido?
  • Quem controla?
  • Qual benefício/serviço futuro gera?
  • Quais riscos (perda, desgaste, obsolescência)?

2.9 Atividade interativa 2 (perfil prático): “Classifique e justifique”

Classifique (circulante/não circulante; tangível/intangível) e justifique:

  1. Licença de software por 3 anos
  2. Estoque de medicamentos
  3. Edifício escolar
  4. Direito a receber de convênio

2.10 Exercícios rápidos (com gabarito)

Exercícios
  1. Uma entidade comprou material de limpeza para consumo imediato. Isso é Ativo? Por quê?
  2. Um veículo inutilizável, sem possibilidade de reparo e sem valor de uso, deve permanecer como ativo? Justifique.
  3. Uma escola pública é ativo mesmo sem gerar lucro? Explique pelo potencial de serviços.
  4. Um software contratado por 12 meses pode ser intangível? Em quais condições?

2.11 Gabarito comentado (autoavaliação)

  1. Depende: se é para consumo imediato, é mais coerente tratar como despesa/consumo; se houver estoque para uso futuro, pode ser ativo (estoque) até o consumo.
  2. Não necessariamente: se não há benefício/serviço futuro e não há possibilidade de uso, o item pode exigir baixa/ajuste conforme evidências e políticas.
  3. Sim: porque permite prestação de serviço público futuro (potencial de serviços).
  4. Pode: se houver direito de uso controlado e benefício futuro; o tratamento depende do contrato, evidências e políticas adotadas.

2.12 Síntese do capítulo

  • Ativo é recurso controlado com benefício econômico ou potencial de serviços futuro.
  • Controle é a palavra-chave: não é só “estar no nome”.
  • Classificações ajudam a gerir e comunicar melhor a informação patrimonial.
  • Reconhecimento exige evidência e mensuração razoável.
Checklist
  • [ ] Eu sei diferenciar controle de propriedade.
  • [ ] Eu sei explicar “potencial de serviços” no setor público.
  • [ ] Eu sei classificar ativos e justificar.

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Capítulo 3

Capítulo 3

PASSIVO: O QUE A ENTIDADE DEVE (E COMO ISSO AFETA O PATRIMÔNIO)

Objetivos do capítulo
  • Entender o conceito de obrigação presente e o que é um evento passado.
  • Diferenciar contas a pagar, obrigações trabalhistas/tributárias e provisões.
  • Compreender o que é exigibilidade e por que “intenção” não anula um passivo.
  • Identificar passivos no setor privado e no setor público com exemplos reais.
  • Resolver exercícios e atividades interativas com autoavaliação.

3.1 A ideia de Passivo em linguagem simples

Passivo é uma obrigação presente da entidade, resultante de um evento passado, cuja liquidação deverá resultar em saída de recursos (dinheiro, bens ou serviços) no futuro.

Se o Ativo responde “o que eu controlo?”, o Passivo responde “o que eu devo?”. O Passivo é essencial porque mostra limites, riscos e compromissos que afetam decisões.

3.2 Três perguntas que identificam um Passivo

Checklist do Passivo
  1. Há obrigação presente? (não é só uma intenção)
  2. Veio de um evento passado? (contrato, lei, fato gerador, serviço já recebido)
  3. Vai exigir saída futura de recursos? (pagar, entregar, prestar serviço)

3.3 “Evento passado”: o ponto que muita gente confunde

Evento passado é o fato que “cria” a obrigação. Exemplo: receber mercadoria (surge obrigação com fornecedor), receber serviço (surge obrigação de pagar), ocorrer fato gerador de imposto (surge obrigação tributária).

Exemplo (evento passado)

Empresa recebeu serviço de vigilância em janeiro. Mesmo que pague em fevereiro, a obrigação nasceu em janeiro.

Exemplo (ainda não é passivo)

A entidade “pretende” comprar um carro mês que vem. Não há evento passado, então não há passivo.

3.4 Contas a pagar × Provisões: diferença didática

Dois tipos de passivo aparecem com muita frequência:

Contas a pagar (obrigações certas)
  • valor geralmente conhecido;
  • vencimento definido;
  • ex.: fornecedor, aluguel, energia.
Provisões (obrigações com incerteza)
  • há obrigação presente;
  • mas existe incerteza sobre valor e/ou prazo;
  • ex.: contingências quando reconhecíveis, garantias, indenizações prováveis.
Regra de ouro

Se é “pagar uma conta já conhecida”, tende a ser conta a pagar. Se é “obrigação provável, mas com estimativa”, tende a ser provisão (quando os critérios de reconhecimento forem atendidos).

3.5 Passivos comuns (setor privado)

Exemplos
  • Fornecedores a pagar
  • Empréstimos e financiamentos
  • Salários e encargos a pagar
  • Tributos a recolher
  • Aluguéis a pagar
Por que importam?
  • afetam liquidez (capacidade de pagar);
  • influenciam risco e crédito;
  • impactam decisões de investimento.

3.6 Passivos comuns (setor público)

Exemplo regional (Alagoinhas)

Contrato de limpeza, vigilância, locação ou manutenção: se o serviço foi prestado no mês, nasce uma obrigação, mesmo que o pagamento ocorra depois.

Isso ajuda a população a entender que “dever” não é só quando o dinheiro sai — é quando o compromisso já existe.

Nota didática

Use sempre a pergunta: “o serviço/bem já foi recebido?” Se sim, a obrigação (passivo) tende a existir.

No setor público, também existem obrigações — e elas devem ser evidenciadas para garantir transparência e responsabilidade fiscal/patrimonial.

Exemplos frequentes
  • Fornecedores (serviços: limpeza, vigilância, locação etc.)
  • Obrigações trabalhistas e previdenciárias
  • Tributos e retenções a recolher
  • Obrigações com convênios (quando aplicável)
  • Provisões reconhecíveis conforme critérios
Risco típico

Confundir “empenho” com “passivo” ou registrar apenas quando paga. No regime de competência, o passivo nasce quando a obrigação surge (serviço recebido/fato gerador ocorrido), não quando sai dinheiro.

3.7 Reconhecimento e mensuração (sem complicar)

Para reconhecer um passivo, a entidade precisa ter evidência de obrigação presente e capacidade razoável de mensurar.

Perguntas de reconhecimento
  1. É provável que haverá saída de recursos?
  2. Consigo estimar o valor com razoabilidade?
  3. Tenho documentação que sustenta a obrigação?
Mensuração inicial

Em muitos casos, o passivo é registrado pelo valor a pagar (fatura, contrato, cálculo de tributos). Em provisões, usa-se estimativa (melhor estimativa disponível).

3.8 Erros comuns com Passivo

  • Registrar passivo apenas quando paga (caixa) e não quando a obrigação surge.
  • Confundir “planejamento” com obrigação (não há evento passado).
  • Ignorar obrigações “pequenas” que, acumuladas, viram risco relevante.
  • Não separar contas a pagar de provisões (mistura afeta análise).

3.9 Atividade interativa 1 (perfil prático): “Quando nasce o passivo?”

Atividade

Para cada situação, marque o momento em que a obrigação nasce:

  1. Serviço de limpeza prestado em janeiro, pago em fevereiro.
  2. Compra de materiais entregue hoje, pagamento em 30 dias.
  3. Imposto sobre folha: competência do mês, pagamento no mês seguinte.

Resposta esperada: a obrigação nasce quando o serviço/material é recebido ou quando ocorre o fato gerador (não na data do pagamento).

3.10 Atividade interativa 2 (perfil reflexivo): “O que é responsabilidade?”

Escreva 6–8 linhas: por que evidenciar passivos é um ato de responsabilidade e transparência com usuários internos e externos?

3.11 Exercícios rápidos (com gabarito)

Exercícios
  1. Uma entidade assinou um contrato, mas ainda não recebeu o serviço. Já existe passivo? Explique.
  2. O que diferencia uma conta a pagar de uma provisão?
  3. Se a entidade recebeu mercadoria hoje e pagará daqui a 60 dias, quando nasce o passivo?
  4. Dê 2 exemplos de passivo no setor público e explique o evento passado de cada um.

3.12 Gabarito comentado (autoavaliação)

  1. Em geral, não: contrato assinado sozinho pode ser compromisso futuro; o passivo nasce quando há obrigação presente decorrente de evento passado (ex.: serviço prestado/mercadoria recebida). Existem exceções contratuais, mas a regra didática é essa.
  2. Conta a pagar costuma ter valor e vencimento mais definidos; provisão tem incerteza relevante sobre valor e/ou prazo, mas ainda assim é obrigação presente (quando reconhecida).
  3. O passivo nasce no recebimento da mercadoria (evento passado), não no pagamento.
  4. Exemplos: fornecedor (serviço recebido); obrigações trabalhistas (trabalho prestado); tributos (fato gerador ocorrido).

3.13 Síntese do capítulo

  • Passivo é obrigação presente decorrente de evento passado, com saída futura de recursos/serviços.
  • O ponto-chave é identificar o momento do nascimento da obrigação.
  • Contas a pagar e provisões são passivos, mas têm naturezas diferentes.
  • Transparência exige evidenciar compromissos, não apenas pagamentos.
Checklist
  • [ ] Eu sei explicar “obrigação presente” e “evento passado”.
  • [ ] Eu sei diferenciar conta a pagar de provisão.
  • [ ] Eu sei identificar passivos no setor público e privado.

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Capítulo 4

Capítulo 4

PATRIMÔNIO LÍQUIDO: A DIFERENÇA ENTRE O QUE SE TEM E O QUE SE DEVE

Objetivos do capítulo
  • Compreender o conceito de Patrimônio Líquido (PL).
  • Relacionar Ativo, Passivo e PL pela equação patrimonial.
  • Identificar componentes do PL no setor privado e no setor público.
  • Entender variações patrimoniais aumentativas e diminutivas.
  • Aplicar o raciocínio com exemplos, atividades e exercícios.

4.1 O que é Patrimônio Líquido?

Patrimônio Líquido é o valor residual dos ativos depois de deduzidos todos os passivos.

PL = Ativo − Passivo

O PL representa a “posição líquida” da entidade. Ele mostra se, ao quitar todas as obrigações, ainda restaria patrimônio.

4.2 A equação patrimonial

Equação básica

Ativo = Passivo + Patrimônio Líquido

Essa equação é a base de todo o raciocínio contábil. Qualquer fato contábil altera um ou mais desses elementos, mantendo a igualdade.

4.3 Componentes do PL (setor privado)

  • Capital social
  • Reservas
  • Ajustes de avaliação patrimonial
  • Lucros ou prejuízos acumulados

4.4 Componentes do PL (setor público)

No setor público, o PL reflete a situação patrimonial do ente, incluindo resultados acumulados das variações patrimoniais.

  • Resultados acumulados
  • Ajustes patrimoniais
  • Superávit ou déficit patrimonial
Importante

No setor público, PL não representa “lucro”, mas sim o resultado da gestão patrimonial ao longo do tempo.

4.5 Variações Patrimoniais

As variações explicam por que o PL muda.

Variações Patrimoniais Aumentativas (VPA)
  • Receitas patrimoniais
  • Ganhos e incorporações
  • Reavaliações (quando aplicável)
Variações Patrimoniais Diminutivas (VPD)
  • Consumo e desgaste de ativos
  • Custos e despesas
  • Perdas patrimoniais

4.6 Exemplos práticos

Exemplo 1

Ativo = 500 | Passivo = 300 → PL = 200

Exemplo 2

Compra de equipamento à vista: Ativo ↑ e PL ↓ (consumo de caixa).

4.7 Atividade interativa (perfil prático)

Calcule o PL:

  1. Ativo 1.200 | Passivo 700
  2. Ativo 900 | Passivo 950

4.8 Exercícios com gabarito

Exercícios
  1. Explique com suas palavras o que o PL representa.
  2. Por que o PL pode ser negativo?
  3. Dê um exemplo de VPA e um de VPD.

4.9 Gabarito comentado

  1. PL é a diferença entre o que a entidade tem e o que deve.
  2. Quando os passivos superam os ativos.
  3. VPA: incorporação de bem; VPD: consumo de material.

4.10 Síntese do capítulo

  • PL expressa a situação patrimonial líquida.
  • A equação patrimonial é a base da contabilidade.
  • Variações explicam mudanças no patrimônio.
Checklist
  • [ ] Sei aplicar a equação patrimonial.
  • [ ] Sei diferenciar VPA e VPD.
  • [ ] Sei interpretar PL positivo e negativo.

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Capítulo 5

Capítulo 5

FATOS CONTÁBEIS: COMO OS EVENTOS AFETAM O PATRIMÔNIO

Objetivos do capítulo
  • Compreender o conceito de fato contábil.
  • Diferenciar fatos permutativos, modificativos e mistos.
  • Relacionar fatos contábeis às variações patrimoniais.
  • Aplicar o raciocínio em situações práticas do setor privado e público.
  • Resolver exercícios com autoavaliação.

5.1 O que é um fato contábil?

Fato contábil é todo evento que provoca alteração quantitativa e/ou qualitativa no patrimônio da entidade.

Se não altera o patrimônio, não é fato contábil (pode ser apenas um ato administrativo).

5.2 Classificação dos fatos contábeis

Fato Permutativo

Altera apenas a composição do Ativo ou do Passivo, sem alterar o PL.

Ex.: troca de caixa por equipamentos.

Fato Modificativo

Altera o PL (aumenta ou diminui).

Ex.: consumo, receitas, despesas.

Fato Misto

Envolve permutação e modificação ao mesmo tempo.

Ex.: compra a prazo de mercadorias (ativo ↑, passivo ↑).

5.3 Relação com Ativo, Passivo e PL

Todo fato contábil pode ser entendido observando como ele afeta os três elementos da equação patrimonial.

Ativo = Passivo + PL

5.4 Exemplos práticos

Exemplo 1 — Fato Permutativo

Compra de computador à vista: Ativo (equipamento ↑) e Ativo (caixa ↓).

Exemplo 2 — Fato Modificativo Diminutivo

Pagamento de energia elétrica: Ativo (caixa ↓) e PL ↓.

Exemplo 3 — Fato Misto

Compra de materiais a prazo: Ativo (estoque ↑) e Passivo (fornecedor ↑).

5.5 Fatos contábeis no setor público

Nota didática (sem confundir)

Empenho é um ato do ciclo orçamentário; fato contábil patrimonial é o que altera o patrimônio (ex.: bem recebido, serviço prestado, depreciação reconhecida).

No setor público, fatos contábeis devem ser analisados sob o regime de competência patrimonial.

Exemplos
  • Recebimento de bens
  • Prestação de serviços
  • Desgaste de ativos (depreciação)
Cuidado

Não confundir empenho com fato contábil. O fato ocorre quando o patrimônio é afetado.

5.6 Atividade interativa (perfil prático)

Classifique o tipo de fato:

  1. Compra à vista de móveis
  2. Pagamento de salários
  3. Compra a prazo de mercadorias

5.7 Exercícios

Exercícios
  1. Explique a diferença entre fato contábil e ato administrativo.
  2. Por que um fato permutativo não altera o PL?
  3. Dê um exemplo de fato modificativo aumentativo.

5.8 Gabarito comentado

  1. Ato administrativo não altera patrimônio; fato contábil altera.
  2. Porque apenas troca elementos patrimoniais sem criar ou consumir riqueza.
  3. Receita patrimonial, incorporação de bem, etc.

5.9 Síntese do capítulo

  • Fatos contábeis explicam as mudanças no patrimônio.
  • A classificação ajuda a entender os efeitos econômicos.
  • O foco é sempre observar Ativo, Passivo e PL.
Checklist
  • [ ] Sei identificar fatos contábeis.
  • [ ] Sei classificar fatos em permutativos, modificativos e mistos.
  • [ ] Sei analisar impactos no patrimônio.

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Capítulo 6

Capítulo 6

DÉBITO E CRÉDITO: A LÓGICA POR TRÁS DOS REGISTROS CONTÁBEIS

Objetivos do capítulo
  • Entender o significado de débito e crédito sem decoreba.
  • Relacionar débito/crédito com Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido.
  • Aplicar a lógica em lançamentos simples.
  • Evitar erros comuns de interpretação.

6.1 Por que débito não é “bom” e crédito não é “ruim”

Débito e crédito não significam entrada ou saída de dinheiro. Eles indicam lados de registro nas contas.

O segredo é perguntar: o que aumentou? e o que diminuiu?

6.2 Regra-mãe do débito e crédito

Regra básica
  • Ativo: aumenta no débito, diminui no crédito
  • Passivo: aumenta no crédito, diminui no débito
  • Patrimônio Líquido: aumenta no crédito, diminui no débito

6.3 Visualizando a conta em “T”

Débito (lado esquerdo)

Usado para aumentos do Ativo e reduções do Passivo/PL.

Crédito (lado direito)

Usado para aumentos do Passivo/PL e reduções do Ativo.

6.4 Exemplos passo a passo

Exemplo regional (serviço público)

Reconhecimento de consumo de materiais (ex.: merenda escolar): quando o material é consumido, ocorre VPD (débito) e redução do estoque (crédito). O foco é a realidade econômica do consumo.

Exemplo 1 — Compra à vista de equipamento

Equipamento (Ativo ↑) → Débito
Caixa (Ativo ↓) → Crédito

Exemplo 2 — Compra a prazo

Estoque (Ativo ↑) → Débito
Fornecedor (Passivo ↑) → Crédito

Exemplo 3 — Pagamento de despesas

Despesa (VPD) → Débito
Caixa → Crédito

6.5 Débito e crédito no setor público

No setor público, a lógica é a mesma. O que muda é a natureza das contas e o foco patrimonial.

Exemplo: reconhecimento de depreciação → VPD (débito) e redução do Ativo (crédito).

6.6 Erros comuns

  • Achar que débito sempre é entrada de dinheiro.
  • Confundir pagamento com reconhecimento.
  • Não observar a natureza da conta.

6.7 Atividade interativa

Indique débito e crédito:

  1. Recebimento de aluguel em dinheiro
  2. Pagamento de fornecedor

6.8 Gabarito comentado

Respostas
  1. Caixa (Débito) / Receita (Crédito)
  2. Fornecedor (Débito) / Caixa (Crédito)

6.9 Síntese do capítulo

  • Débito e crédito são posições, não valores morais.
  • A natureza da conta define o lançamento.
  • O raciocínio patrimonial evita erros.
Checklist
  • [ ] Sei aplicar a regra-mãe.
  • [ ] Sei analisar aumentos e reduções.
  • [ ] Sei montar lançamentos simples.

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Capítulo 7

Capítulo 7

LANÇAMENTOS CONTÁBEIS: COMO REGISTRAR OS FATOS NA PRÁTICA

Objetivos do capítulo
  • Entender o método das partidas dobradas.
  • Transformar fatos contábeis em lançamentos.
  • Identificar contas envolvidas e seus débitos/créditos.
  • Praticar lançamentos simples e compostos.

7.1 O método das partidas dobradas

Todo lançamento contábil possui, no mínimo, um débito e um crédito, de igual valor.

Esse método garante o equilíbrio da equação patrimonial e a confiabilidade da informação contábil.

7.2 Estrutura de um lançamento

Elementos do lançamento
  • Data
  • Conta debitada
  • Conta creditada
  • Histórico
  • Valor

7.3 Lançamentos simples

Exemplo 1 — Compra à vista

Débito: Equipamentos
Crédito: Caixa

Exemplo 2 — Pagamento de despesa

Débito: Despesa de energia
Crédito: Caixa

7.4 Lançamentos compostos

Ocorrem quando há mais de uma conta debitada ou creditada.

Exemplo

Pagamento de salários:
Débito: Salários (Despesa)
Débito: Encargos (Despesa)
Crédito: Caixa

7.5 Lançamentos no setor público

No setor público, os lançamentos seguem a mesma lógica, respeitando o regime de competência patrimonial.

Exemplo: reconhecimento de serviço prestado → VPD (débito) e Passivo (crédito).

7.6 Do fato ao lançamento (passo a passo)

Nota didática

Antes de lançar, escreva em uma frase: “o que aumentou?” e “o que diminuiu?”. Se você acertar essa frase, o lançamento quase sempre sai correto.

Roteiro prático
  1. Identifique o fato contábil.
  2. Determine as contas afetadas.
  3. Analise aumento ou redução.
  4. Aplique a regra do débito/crédito.

7.7 Erros comuns

  • Registrar apenas um lado do lançamento.
  • Confundir despesa com ativo.
  • Ignorar o momento do reconhecimento.

7.8 Atividade interativa

Monte o lançamento:

  1. Compra a prazo de materiais
  2. Pagamento de fornecedor

7.9 Gabarito comentado

Respostas
  1. Débito: Estoques | Crédito: Fornecedores
  2. Débito: Fornecedores | Crédito: Caixa

7.10 Síntese do capítulo

  • Lançamentos traduzem fatos contábeis em registros.
  • Partidas dobradas garantem equilíbrio.
  • O raciocínio vem antes da técnica.
Checklist
  • [ ] Sei identificar contas envolvidas.
  • [ ] Sei aplicar débito e crédito.
  • [ ] Sei montar lançamentos simples e compostos.

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Capítulo 8

Capítulo 8

CICLO CONTÁBIL E DEMONSTRAÇÕES: DA ROTINA AO RESULTADO

Objetivos do capítulo
  • Compreender as etapas do ciclo contábil.
  • Relacionar lançamentos às demonstrações contábeis.
  • Entender a finalidade das principais demonstrações.
  • Aplicar a visão integrada no setor privado e público.

8.1 O que é o ciclo contábil?

O ciclo contábil é o conjunto de etapas que transforma fatos contábeis em informações úteis para decisão.

Ele se repete a cada período (mês, trimestre, ano).

8.2 Etapas do ciclo contábil

  1. Identificação do fato contábil
  2. Lançamento no diário
  3. Transferência para o razão
  4. Apuração de saldos
  5. Ajustes e encerramentos
  6. Elaboração das demonstrações

8.3 Encerramento e apuração do resultado

No encerramento, as contas de resultado são apuradas para determinar o desempenho do período.

Resultado

Diferença entre variações patrimoniais aumentativas e diminutivas.

8.4 Principais demonstrações contábeis

Balanço Patrimonial

Mostra a posição patrimonial em determinada data.

Demonstração do Resultado

Mostra o desempenho do período.

Demonstração das Variações Patrimoniais

Usada especialmente no setor público.

Notas Explicativas

Complementam e esclarecem as informações.

8.5 Demonstrações no setor público

Exemplo regional (prestação de contas)

Quando o município divulga balanços e relatórios, a população consegue enxergar: o que existe (ativos), o que é devido (passivos) e como o patrimônio mudou (variações).

No setor público, as demonstrações evidenciam a situação patrimonial e o resultado da gestão pública.

Exemplos: Balanço Patrimonial, DVP, Demonstrações exigidas pela legislação.

8.6 Do lançamento à demonstração (exemplo integrado)

Exemplo

Compra de material → lançamento → razão → impacto no BP e na DVP.

8.7 Erros comuns no ciclo contábil

  • Ignorar ajustes de competência.
  • Não conciliar saldos.
  • Confundir relatório com demonstração contábil.

8.8 Atividade interativa

Liste as etapas do ciclo contábil e explique a importância de cada uma.

8.9 Exercícios

Exercícios
  1. Qual a função do Balanço Patrimonial?
  2. Por que as notas explicativas são importantes?
  3. O que acontece se o ciclo não for corretamente encerrado?

8.10 Gabarito comentado

  1. Apresentar a posição patrimonial.
  2. Detalhar e esclarecer informações relevantes.
  3. As demonstrações podem ficar incorretas ou incompletas.

8.11 Síntese do capítulo

  • O ciclo contábil transforma fatos em informação.
  • Demonstrações são o produto final do processo.
  • Visão integrada aumenta a qualidade da informação.
Checklist
  • [ ] Sei listar as etapas do ciclo contábil.
  • [ ] Sei explicar as principais demonstrações.
  • [ ] Entendo a ligação entre registros e relatórios.

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Capítulo 9

Capítulo 9

ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS: LENDO O QUE OS NÚMEROS DIZEM

Objetivos do capítulo
  • Compreender a finalidade da análise das demonstrações.
  • Aplicar análises simples de liquidez, endividamento e resultado.
  • Interpretar informações para tomada de decisão.
  • Entender diferenças entre setor privado e setor público.

9.1 Por que analisar demonstrações contábeis?

Analisar demonstrações significa interpretar dados para avaliar situação patrimonial, desempenho e riscos.

Contabilidade sem análise vira apenas relatório. A análise transforma dados em decisão.

9.2 Análise vertical e horizontal

Análise Vertical

Mostra a participação percentual de cada conta em relação a um total.

Análise Horizontal

Compara valores ao longo do tempo, identificando crescimento ou redução.

9.3 Indicadores de liquidez

Liquidez
  • Liquidez Corrente: Ativo Circulante / Passivo Circulante
  • Liquidez Geral: (AC + ARLP) / (PC + PNC)

Liquidez indica capacidade de pagar obrigações.

9.4 Indicadores de endividamento

  • Participação de capital de terceiros
  • Grau de endividamento

Mostram dependência de recursos de terceiros.

9.5 Indicadores de resultado

Relacionam desempenho e eficiência.

Exemplos
  • Margem de resultado
  • Retorno sobre o patrimônio (setor privado)

9.6 Análise no setor público

Nota didática (interpretação)

No setor público, indicadores ajudam a observar sustentabilidade e capacidade de manter serviços. Não é sobre “lucro”, é sobre estabilidade patrimonial e responsabilidade com o cidadão.

No setor público, o foco é a sustentabilidade patrimonial e a capacidade de prestação de serviços.

Indicadores ajudam a avaliar equilíbrio, não lucro.

9.7 Exemplo prático integrado

Exemplo

Liquidez corrente = 2,0 → Ativo circulante é o dobro do passivo circulante.

9.8 Erros comuns na análise

  • Analisar apenas um indicador isolado.
  • Comparar entidades diferentes sem contexto.
  • Ignorar notas explicativas.

9.9 Atividade interativa

Explique com suas palavras o que um indicador de liquidez revela sobre uma entidade.

9.10 Exercícios

Exercícios
  1. Qual a diferença entre análise vertical e horizontal?
  2. Por que liquidez não significa “sobrar dinheiro”?
  3. Qual o cuidado ao analisar demonstrações do setor público?

9.11 Gabarito comentado

  1. Vertical analisa estrutura; horizontal analisa evolução no tempo.
  2. Liquidez é capacidade de pagamento, não caixa disponível imediato.
  3. Focar sustentabilidade e serviço público, não lucro.

9.12 Síntese do capítulo

  • Análise transforma números em informação.
  • Indicadores devem ser usados em conjunto.
  • Contexto é essencial para boa interpretação.
Checklist
  • [ ] Sei aplicar análises básicas.
  • [ ] Sei interpretar indicadores.
  • [ ] Sei diferenciar análise privada e pública.

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Capítulo 10

Capítulo 10

INTEGRAÇÃO FINAL: CONSOLIDANDO O RACIOCÍNIO CONTÁBIL

Objetivos do capítulo
  • Integrar os conceitos de Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido.
  • Revisar o ciclo completo: do fato à análise.
  • Consolidar a lógica do débito, crédito e lançamentos.
  • Preparar o estudante para os próximos livros da coleção.

10.1 A visão integrada da Contabilidade

Ao longo deste livro, você construiu o raciocínio patrimonial. A Contabilidade deixa de ser fragmentada e passa a ser compreendida como um sistema integrado.

Ativo, Passivo e PL não existem isoladamente — eles se explicam mutuamente.

10.2 Do fato à informação

Fluxo completo
  1. Fato contábil
  2. Lançamento
  3. Razão
  4. Encerramento
  5. Demonstrações
  6. Análise

10.3 Revisão conceitual rápida

  • Ativo: recurso controlado
  • Passivo: obrigação presente
  • PL: posição patrimonial líquida
  • Fatos contábeis: eventos que alteram o patrimônio

10.4 Estudo de caso integrador

Caso

Uma entidade adquire equipamentos a prazo, utiliza-os, reconhece despesas e paga o fornecedor. Identifique os impactos em cada etapa.

10.5 Atividade reflexiva

Explique, em até 10 linhas, como a Contabilidade contribui para decisões responsáveis no setor público ou privado.

10.6 Preparação para os próximos livros

Nos próximos volumes, você aprofundará:

  • Demonstrações contábeis detalhadas
  • Custos e controladoria
  • Contabilidade aplicada ao setor público
  • Análise avançada e tomada de decisão

10.7 Síntese final do livro

  • A Contabilidade é um sistema lógico e integrado.
  • O raciocínio vem antes da técnica.
  • A base patrimonial sustenta toda a formação contábil.
Checklist final
  • [ ] Compreendo a lógica patrimonial.
  • [ ] Sei transformar fatos em informação.
  • [ ] Estou preparado para avançar.

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Contracapa oficial do Livro 1
Contracapa em imagem (padrão visual). Você pode editar o texto no arquivo de imagem quando desejar.

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